Carência de magnésio do pepino
Alteração fisiológica ligada à falta de magnésio no substrato ou a uma absorção perturbada, por exemplo por excesso de potássio ou cálcio. Manifesta-se sobretudo na segunda metade da campanha, em plantas em plena produção e por isso muito exigentes.
Sintomas
- Clorose internervural: amarelecimento do tecido entre as nervuras, que se mantêm verdes
- Os sintomas surgem primeiro nas folhas velhas e baixas
- Com o tempo o amarelecimento passa a manchas castanhas e necróticas entre as nervuras
- As folhas secam e caem prematuramente, a começar pela base da planta
- Em carência grave, toda a planta parece enfraquecida e mais clara
Consequências para a cultura
- Fotossíntese limitada e enfraquecimento geral da planta
- Frutos mais pequenos e mal formados
- Envelhecimento prematuro das plantas e período de produção mais curto
O que favorece a doença
- Solos ácidos, leves, arenosos e pobres em magnésio
- Adubação excessiva com potássio ou cálcio, que bloqueia a absorção de magnésio
- Produção intensa e prolongada que aumenta a necessidade deste elemento
- Solo frio no início da primavera, que limita a absorção de nutrientes
Prevenção
- Adubação equilibrada que inclua magnésio, por exemplo como sulfato de magnésio
- Adubação foliar com sulfato de magnésio aos primeiros sintomas
- Evitar doses altas de potássio e cálcio sem repor o magnésio
- Calcificar os solos ácidos com cal magnesiana (dolomítica)
⚠️ Antes de pegar no pulverizador
Este atlas é informativo e ainda está a crescer: doenças diferentes podem parecer quase iguais. Confirme o diagnóstico e leia o rótulo antes de aplicar qualquer produto fitofarmacêutico. Em caso de dúvida, consulte um técnico ou o serviço de aviso agrícola.
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